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27 October 2014

"Há alguém particularmente incompetente, parecido com o Crato? Não há. Houve ministros bastante maus, mas eram relativamente cultos, tinham feito a Universidade de Coimbra, tinham tarimba nas Humanidades. Crato não fez. Saber o grego, o latim, a história clássica, é muito bom para um político, dá-lhe um peso e uma gravitas que os ministros não têm, por isso chegam ao poder e não sabem o que hão-de fazer. As Humanidades em Portugal estão pelas ruas da amargura. Nuno Crato tem algumas semelhanças com o alto funcionário do Ministério da Educação, Sousa Neto, uma figura que aparece em 'Os Maias', de Eça de Queirós. Só diz disparates"

"Passos Coelho é desinteressante. Mais uma vez falta-lhe cultura humanística. Para não falar no Sócrates, que nem licenciado é, pretende ser engenheiro. José Sócrates é uma espécie de Dâmaso Salcede, cuja única preocupação na vida é ser 'chic a valer', imitando tudo o que se faz em Paris. Passos Coelho, um fruto das juventudes partidárias, é um produto inexistente no século XIX"

"Enquanto eu não tiver um deputado que vá chatear todos os dias, porque tenho uma enorme capacidade de maçar as pessoas, voto em branco. Eu sei que é ridículo votar em branco, mas não tenho outra maneira de protestar" * (MFM)


* ter, até tem...

06 October 2012

O PACHECO PEREIRA QUE ME DESCULPE MAS, A 20 DE FEVEREIRO DE 2005 (DIA DAS ELEIÇÕES QUE IÇARAM O FUTURO ESTUDANTE DE SCIENCES PÔ AO PODER), EU JÁ TINHA VISTO ALGUMAS SILHUETAS * DAQUELE  "FIM" SOBRE O QUAL ELE, HOJE, ESCREVE NO "PÚBLICO" ** (COMO LÁ DIZIA, RESSALVADO O EVENTUAL AJUSTE DE "MAIS OU MENOS UM ANO")



Recapitulando, então:

"Algures nas tripas da Net, no domingo 20 de Fevereiro de 2005, pela 1:47 pm - ainda com as urnas generosamente abertas ao teatro povero do "voto democrático" -, revelei a visão que poderes que me transcendiam me tinham oferecido: 

'Foi entre o duche e o pequeno-almoço. Um momento transcendente de clarividência em que o futuro se me revelou. Tudo acontecerá assim:

- com ou sem maioria absoluta (não é um detalhe menor mas, para a minha visão, poderá não ser essencial), o PS ganha as eleições logo à noite e poderá governar até 2009; 

- com amplíssima maioria, Cavaco Silva é eleito PR em 2006; 

- algures por 2008/2009 (hipótese generosa, isto é, se não for antes - mas não deve ser), Cavaco, perante o cenário da pátria-a-cair-aos-bocados, demite Sócrates e dá posse a um governo de iniciativa presidencial assente nas opiniões e nas figuras de um 'comité de sábios'; 

- O PS, naturalmente, esperneia um bocado, mas, juntamente com o PSD e PP (o grande arco dos partidos do poder), acaba por se render à inevitabilidade; até porque, no novo governo, participarão sábios das áreas desses três partidos, além de independentes; 

- Cavaco anuncia à pátria que o regabofe acabou, agora é a sério, o que deve ser feito irá, de uma vez por todas, ser feito; a situação é de emergência nacional, impõem-se medidas excepcionais, o governo empossado, para poder levar a cabo as reformas necessárias, deverá manter-se no poder por cinco ou seis anos;


- PS, PSD e PP colocam reticências e PC e Bloco apelam à mobilização popular contra o 'golpe de estado' (e, inicialmente, geram alguma confusão mas, depois, tudo volta à normalidade... suficiente); porém, os três primeiros, satisfeitíssimos por não terem de sujar as mãos no descontentamento que, naturalmente, surgirá, explícita ou implicitamente, não hostilizam Cavaco e preparam-se para, no fim do processo 'de regeneração', colher os frutos; 

- o momento crítico acontecerá em 2011: ou tudo está a correr aceitavelmente bem e Cavaco é reeleito num esmagador plebiscito nacional e o processo continua; ou, prevendo a possibilidade de solavancos, Cavaco se auto-prolonga o mandato (com o acordo dos partidos) por mais um ou dois anos; ou a experiência correu mal e deus-ou-lá-o-que-é nos acuda; 

- em qualquer dos casos, a moral será sempre: 'the future's so bright I gotta wear shades'." 

Com um ajustezinho de mais ou menos um ano, temo que os meus poderes proféticos, mais tarde ou mais cedo, me conduzam a fundar uma seita messiânica qualquer'".

* alguns detalhes da dramaturgia (o transitório capítulo-Passos Coelho não estava previsto), naturalmente, foram-se modificando;

** o link será postado logo que for possível.

27 May 2011

EU VOTO PASSOS COELHO (VI) - DÁLIA MADRUGA
(partindo daqui)



A apresentadora Dália Madruga visitou a Optivisão, no Dolce Vita Tejo, e escolheu um novo estilo para o seu olhar.

(2011)
EU VOTO PASSOS COELHO (V) - LUÍSA CASTEL-BRANCO
(partindo daqui)






















"Sei que Deus tem um projecto para mim. Mas por mais que eu procure não o encontro".

(2011)
EU VOTO PASSOS COELHO (IV) - MARIA JOÃO LOPO DE CARVALHO
(partindo daqui)


MJLC com outro monstro (sagrado) da literatura portuguesa, Margarida Rebelo Pinto

Pedagoga municipal compulsiva ("Assessora camarária fica com um quarto das aulas de Inglês das escolas de Lisboa") e cultivadora de lírica erótica iconoclasta ("O primeiro beijo na boca que dei a um rapaz foi horrível. Pareceu-me, tal como à minha amiga Margarida, que estava a lamber o fundo de uma lata de atum ou de polvo vivo, o que ainda era pior").

(2011)
EU VOTO PASSOS COELHO (III) - MAYA
(partindo daqui)



"Vou retirar gordura da barriga e passar para o rabo. Mas quero também tratar dos implantes dentários"

(2011)