30 November 2012

O JMF ESTÁ FURIOSO! OS COMUNAS DO "NEW YORK TIMES" ANDAM A ESPALHAR MENTIRAS SOBRE PORTUGAL E NÃO DIZEM NEM UMA PALAVRA SOBRE A TIA JONET...
... ou, por outras palavras:
  
"The point is that the class war is still on, this time with an added dose of deception. And this, in turn, means that you need to look very closely at any proposals coming from the usual suspects, even — or rather especially — if the proposal is being represented as a bipartisan, common-sense solution. In particular, whenever some deficit-scold group talks about 'shared sacrifice', you need to ask, sacrifice relative to what?" (aqui)
... POR OUTRO LADO, O CLUBE DE FÃS DA JONET ACHA MUITO BEM O BIFINHO SEMESTRAL E TAL, MAS NÃO DISPENSA A SUA AGUINHA DE KONA NIGARI


... ou, por outras palavras.
A LARANJA MECÂNICA (tradução de Luandino Vieira, Ed. 70, 1974) - II

29 November 2012

 
"Emilia Garcia, 46, stood in the Santa Filomena neighborhood in Amadora, Portugal, where local authorities have ruled that the entire neighborhood — predominantly home to immigrants from Cape Verde — is illegally occupied and have begun to demolish all of the homes there. Portugal has assiduously followed the belt-tightening prescriptions of its international lenders, passing on Tuesday yet another tough budget that raises taxes and cuts services". (daqui)
VINTAGE (CXI)

Malicorne - "Le Mariage Anglais"
 
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (CIV)

Pedro Arroja



O Grande Mestre Arroja desafia o dogma Mormon e, ao contrário dos que pretendem transformar Portugal na Florida da Europa, afirma, sem papas na língua, que Portugal será, sim, o Jackson County da Europa (mas em bom)! Mitt Romney, kiss Arroja's sweet ass!

 
A CLOCKWORK ORANGE (1962) - I

                                          (1ª edição)
TRADUÇÃO: VENHA DE ONDE VIER O DINHEIRO, A LAVANDARIA PORTUGAL ESTARÁ SEMPRE À DISPOSIÇÃO (OU, COMO DIRIA O DENG XIAOPING, NÃO INTERESSA SE O GATO É BRANCO OU PRETO, O QUE IMPORTA É QUE CACE RATOS)

28 November 2012

Realmente, se pensarmos no alinhamento com o "sol central" (que "não é o mesmo de dez anos atrás"), se dermos crédito aos Maias e a tantos outros sinais do fim próximo, não vale sequer a pena "armazenar lenha, fósforos, velas, lanternas, alimentos e água" nem, muito menos, perder tempo a discutir o orçamento para 2013 (dois mil e quê?...): nos 23 dias que faltam, é €stoirá-lo todo at€ ao último c€ntimo!

2012 - PRÉMIO "NINGUÉM HÁ-DE CALAR A VOZ DA CLASSE OPERÁRIA" 

O CHE DO CABELINHO À FODA-SE, EM FÚRIA, GRITA "PATRIA O MUERTE, VENCEREMOS!" E, SEM HESITAR, VOTA "MUERTE"
O BONECO DE CARTÃO, QUANDO FALA, TAMBÉM DIZ QUE TEMOS DE IR ALÉM DA TROIKA (mas nem ele nem o outro são para levar a sério, claro)
ALGUÉM, POR CARIDADE, EXPLIQUE AO GRANDE VENCEDOR DO PRÉMIO PORTUGAL TELECOM 2012 A DIFERENÇA ENTRE "SUPERSTIÇÃO" E "MISTICISMO"? (e, já agora, oferece-lhe umas t-shirts novas)

"Quando Valter Hugo Mãe recebeu o prémio José Saramago 2007, levava James Dean estampado na t-shirt. Na cerimónia da 10ª edição do prémio Portugal Telecom de Literatura em Língua Portuguesa, onde foi o grande vencedor da noite, vestia também uma t-shirt com a fotografia do actor norte-americano. 'Pode parecer misticismo', reconheceu o escritor" ("Público" de hoje, edição em papel)
A MARCA DA BESTA

É IMPORTANTE CONHECER BEM O PATRONATO

27 November 2012

PROSSEGUE A IMPARÁVEL E GLORIOSA MARCHA TRIUNFAL DA FILHA DA KUKANOVA RUMO AO TRONO DO IMPÉRIO ANGOLANO E SEUS TERRITÓRIOS ULTRAMARINOS EUROPEUS

O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (CIII)

"Sublinhamos e não suportamos os sublinhados dos outros. Ainda que toscos, mal alinhados, são a marca da nossa passagem por ali. É a reclamação da posse. Como os cães. Como, pois, dar provimento a essa natureza num ecrã? Que efeito terá uma linha mandada traçar por um comando asséptico que não se pode comparar com o chichi? O dos cães. Faz-me sofrer. Confesso. Faz-me sofrer". (aqui)
VINTAGE (CX)

Planxty - "The Good Ship Kangaroo"
 
FRANCHISE ANGOLANO DA VATICANO S.A. DENUNCIA CONCORRÊNCIA DESLEAL (III) 

(cortesia de mr. apostate)

... e o porta-voz da Conferência Episcopal angolana, num tocante momento de autocrítica: “Ficamos todos emaranhados nesta teia de crendices que não nos ajudam a evoluir”.
É A CHAMADA TERAPÊUTICA MERKEL
JIMI HENDRIX (27 de Novembro 1942 – 18 de Setembro 1970)

26 November 2012

OU O MINISTÉRIO DOS NEGÓCIOS ESTRANGEIROS EXIGE UM PEDIDO DE DESCULPAS FORMAL AO GOVERNO DO CANADÁ OU ARMA-SE AQUI UM FUZUÉ QUE VAI FAZER O INDEPENDENTISMO CATALÃO PARECER UMA BRINCADEIRA DE MENINOS DE CORO (e estava a correr tudo tão bem com os pastéis de nata...)
 


"Some of us also sampled one of the local delicacies, some call it a Frenchie, some call it a Drunk Mans Sandwich and some call it something else in Portuguese. I call it disgusting… two pieces of bread, covered in melted cheese, with a fried egg on top and sausage, steak, ham and whatever other scraps the kitchen has on hand, inside. Then the whole thing sits in a putrid, spicy gravy. I guess it was kind of like going to Philadelphia and ordering a Phillie Cheesesteak, but not nearly as good for you... one does strange things when one is in an unfamiliar time zone"


"In direct contrast to the citiy's ancient past this building looks forward, far forward into a galaxy far, far away... it boldly goes where no man has gone before. It is a futuristic mess. The building was designed by Koolhaas in the early 2000s and I suppose it is an attempt at breaking away from the traditional European concert hall, perhaps an ironic twist on a theme, but it is a perfect example of form (gone mad) over function… perhaps it looked good as a scale model. The building is a strange, indefinable, multi-sided shape that sits on a huge undulating marble platform (a skateboarders paradise). Ironically the space age materials used on the outside already looks worn and dated (in many ways the outside of the building reminds me of one of our local Toronto architectural calamities, the ROM chrystal... impractical, ugly and dated within a week of its completion). The inside of the building is concrete, stainless steel, plastic and neon. While walking around inside it’s hard not to flash on scenes from The Andromeda Strain, or expect to meet Lord Vader and a dozen storm troopers coming down the hall. Our dressing room had these fantastic, huge windows jutting out at 45 degree angles over the skateboarders below, it reminded me of the lounge (10 Forward) on the Starship Enterprise (for all you Next Generation fans). Apparently the future is a very uncomfortable place with lots of hard edges and harsh light… although there is the occasional cool window and sliding remote control door to keep one amused. The performance hall itself is enormous, not necessarily in seating capacity but in the actual volume of space... it is vast" (aqui)
... E PORQUE O MOMENTO NÃO PODERIA SER MAIS APROPRIADO E O ANIVERSÁRIO DO FILHO DO PANTHERA SE APROXIMA, RECORDEMOS UMA PIA E EDIFICANTE NARRATIVA INSPIRADA PELO FULGURANTE PENSAMENTO CRISTÃO DO KAIZER ALBINO 



Capítulo I e Capítulo II
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (CII)

João César Das Neves
 
O firmamento rasga-se, raios trespassam a atmosfera e A Grande Luz dissipa as Trevas de séculos: Richard Dawkins é pior do que Hitler, a Inquisição era um clube de escuteirinhos (e o Malleus Maleficarum, afinal, apenas um tratado de antropologia), as Cruzadas foram uma folgazona excursão por países exóticos e, não existindo aborto, os antibióticos não fazem, assim, tanta falta. E é tudo História da boa, "com apelo a números, factos e investigações sérias e comprovadas"!

                                (cortesia de mr. apostate)
OOOOOOOOOOOOOH...

... Ele disse que não...

25 November 2012

SÓ PODE SER MAIS UMA DA AVENTALAGEM
NO LONGER "NU"


















Mumford & Sons - Babel 

Quem conhece a natureza profunda da coisa pop (em considerável medida, pura superfície) nunca leva demasiado a sério as sucessivas "scenes" que ela, periódica e impassivelmente, pare. Do "merseybeat" ao "shoegaze", de Bristol a Seattle, do "britpop" à "new wave of new wave", do "freak"/"psych"/"free folk" ao "nu-folk", após a conclusão do canónico processo de descoberta, frenético "hype" e inevitável demolição final, já terá sido motivo de desmedido contentamento, se, de cada uma delas, tiver emergido um par de talentos razoáveis ou, vá lá, com muita sorte, um pequeno génio. O que, na realidade, com maior ou menor pressão dos mecanismos de selecção natural e êxito variável, até tem acontecido. 



No caso do "nu-folk" londrino ("scene" antiquíssima, de há cinco anos), tudo foi excepcionalmente promissor: The First Days Of Spring (2009), dos Noah & The Whale, era óptimo, Been Listening (2010), de Johnny Flynn, não lhe ficava atrás, Sigh No More (2009), dos Mumford & Sons, inventava uns Pogues com menor teor alcoólico e mais adrenalina épica, Laura Marling, com Alas I Cannot Swim (2007), I Speak Because I Can (2010), e A Creature I Don’t Know (2011), reivindicava todas as passadeiras vermelhas e de Emma-Lee Moss (aliás, Emmy the Great), Eugene McGuinness e demais frequentadores do Bosun’s Locker, de Fulham, e da Big Chill House, de King’s Cross, aguardavam-se proezas não menores. Porém, Last Night On Earth (2011), dos Noah, surgiu, decepcionantemente débil, dos outros, continua-se à espera, e, agora, sobre Babel, dir-se-ia serem as "outtakes" de Sigh No More que, há três anos, foram, justificadamente, preteridas: molde idêntico mas a pender (já?) para a produção em série. Nada de grave, no fundo, se, por fim, apenas restar a belíssima Laura Marling.
DE FACTO, NUM "REINO FEITO DE SERVOS", AS "AMBIÇÕES POLÍTICAS" SÃO DESNECESSÁRIAS
DO YOU MEAN "CUTTING OUT THE BULLSHIT"?... 

“Tive de fazer um downsizing do meu lifestyle”

(parece que não, é só não comer bife todos os dias, o copo de água para lavar os dentes e o dilema radiografia ou rock'n'roll na versão de outra fã da Jonet que, se calhar, também assinou a petição


"Numa entrevista que deu este ano à imprensa, Jean-Luc Godard sugeriu uma solução pouco ortodoxa para a crise econômica da Grécia. Como se sabe, a Grécia entrou para a União Européia como aquelas enormes famílias suburbanas que mal arranjam um dinheirinho vão morar num condomínio de luxo. Eles descobrem que viver num condomínio de luxo é muito bom para os que desfrutam do luxo, mas nem tanto assim para os que pagam o condomínio. A Grécia tem certamente uma elitezinha, uns 'aristos' que multiplicaram por dez suas posses e suas contas na Suíça, mas o povo grego está pagando caro pelo sonho de ser rico.

Godard tem uma solução. Ele nos lembra que os gregos nos deram a filosofia, a lógica, o encadeamento conseqüencial de raciocínios e argumentos, e que tudo isto está cristalizado na palavra 'logo', como a usamos em 'penso, logo existo'. Esta palavrinha nos permite conectar conclusões do pensamento. E Godard sugere que comecemos a pagar direitos autorais por ela, já que é uma criação do pensamento grego. Vivemos numa sociedade em que é preciso pagar cada vez que utilizamos as palavras ou as idéias de alguém. Então, comecemos pelo começo de tudo – a Grécia Antiga! 

Diz Godard: 'Se formos obrigados a pagar dez euros à Grécia cada vez que usarmos a palavra 'logo', a crise acabará em um dia, e os gregos não precisarão vender o Partenon aos alemães. Temos no Google a tecnologia para rastrear todos esses 'logos'. Podemos até cobrar das pessoas pelo iPhone. A cada vez que Angela Merkel disser aos gregos 'nós emprestamos todo esse dinheiro a vocês, logo vocês precisam nos pagar de volta com juros', ela será obrigada, logo, a pagar primeiro aos gregos pelos royalties'". (daqui via UEI)

23 November 2012


A automedicação é um perigo e pode causar fortes efeitos colaterais

L'Amoroso Cantar - "PER TROPO FEDE"
 
Não sei se o link foi colocado à posteriori ou se já lá estava e eu é que não o vi mas tremem-me os joelhos, qual gelatina, ao aperceber-me de que o Grande Mestre Arroja linkou o "Provas de Contacto"!... Se, a seguir a Ele, a Filósofa Laurinda, o Kaizer Albino e tantos outros que aqui são objecto de aplicado estudo e humilde veneração, repetirem idêntico gesto, não estou certo que o meu frágil músculo cardíaco aguente, sem arritmia irreversível, tão devastadora emoção...

22 November 2012

PORQUE É QUE A HIPÓTESE "UM CAVACO" NÃO FOI CONSIDERADA?

O USO DE MÁSCARAS, ÓCULOS ESCUROS, CAPUZES E PERUCAS PASSARÁ, POIS, A SER OBRIGATÓRIO


TVI e SIC recusaram pedidos de imagens da PSP + "Não pode tolerar-se que homens de mão do ministro entrem na televisão pública como numa quinta sua, sem mandado judicial, para visionar e requerer cópias de imagens destinadas exclusivamente ao trabalho jornalístico. E não pode tolerar-se um Ministério da tutela que tolera toda esta intromissão e dela se faz cúmplice, por acção ou omissão"

O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (CI)

ZEUS SEJA ETERNAMENTE LOUVADO! O GRANDE, ENORME, PEDRO ARROJA (PROVAVELMENTE) VAI VOLTAR À TELEVISÃO!


Reposição imediata de todo o label "Pedro Arroja"
CLARO QUE ESTA "DESCOBERTA" TEM MAIS DE MIL ANOS ("The error in time was discovered soon after Exiguus developed the calendar"), MAS OS PREJUÍZOS INFLIGIDOS AOS FABRICANTES DE VAQUINHAS E BURRINHOS DO PRESÉPIO É QUE NÃO VÃO FAZER NENHUM BEM À ECONOMIA!
O SUMO PATÍFICE É DA MESMA OPINIÃO
Por outras palavras: no que não tem qualquer mérito ou responsabilidade ("tecnocrata sem anterior experiência política"), é 3º; no que importa, prolonga apenas uma tradição dos últimos anos... impressionante!

Big Brother IS watching you! 
(e, agora, vale tudo)

21 November 2012

E, agora, quero ver o que vai fazer a Cavaca às vacas e aos burros, vítimas de brutal despedimento...
LENNONISM
 

















Tame Impala - Lonerism

Não estando regularmente atento aos hábitos de consumo cultural das massas, é um choque demolidor tomar-se conhecimento de que a descida vertiginosa pela cadeia alimentar abaixo atingiu já o ponto em que existem "remakes" de... telenovelas, aguardando-se apenas a entrada na fase derradeira das sequelas e prequelas. É certo que a pop já nos deveria ter feito disparar os alarmes em relação à diminuição aterradora da intensidade das descargas eléctricas nas sinapses criativas mas, mesmo assim, nunca se está suficientemente preparado para tal impacto. 



Há, então, que ficar eternamente grato aos australianos Tame Impala por contribuírem para nos reforçar o escudo protector anti-choque: não é todos os dias que se pode escutar o Sargeant Pepper, de revolver em punho em plena Abbey Road, dando o seu melhor num álbum branco de "rubber soul", gravado a bordo de um submarino amarelo, e aconselhando-nos amavelmente que, nestes tempos difíceis, a melhor atitude é “let it be”. Ou seja, o exacto objecto sonoro que obriga a utilizar a palavra “conservador” na sua dupla acepção museológica (meticulosamente criogenizada, toda a obra dos Beatles e de John Lennon, em particular, se pode redescobrir aqui, ainda que, durante o processo, contaminações exteriores – Pink Floyd, Who, Zeppelin, T. Rex – tenham ocorrido) e ideológica (o que, décadas atrás, foi pioneiro e inovador, reencontra-se, agora, na condição de tábuas da lei da paradoxal nova ordem retro). Indiscutivelmente mais sofisticada do que a estética-trolha dos Oasis, a dos Tame Impala deixa uma única dúvida: Lonerism foi uma sugestão da “lonely people”, de "Eleanor Rigby", ou alojou-se uma incomodativa gralha onde se deveria ler, correctamente, “Lennonism”?
LEIAM, É DE UMA FÃ DA JONET
ISTO É COMO O TIPO QUE MATOU O PAI E A MÃE E SE QUEIXA POR SER ORFÃO

CEO DA VATICANO S.A. EXTINGUE A COMPANHIA DE JESUS

... tal como explicava o dominicano ao jesuíta: deitado nas palhinhas, o santo menino olhou para um lado e viu o burro; olhou para o outro e viu a vaca. Perplexo, virou-se para os pais e articulou as suas primeiras palavras: "Então, mas isto é que é a Companhia de Jesus?!!!..."

(mas "the holy fur burger" mantém-se inviolável!)

19 November 2012

AO CONTRÁRIO DO QUE, MUI PERFIDAMENTE, É INSINUADO NESTE COMENTÁRIO, O QUE NÃO FALTA É INVESTIMENTO EM CULTURA E ARTE
ÁLVARO, MEU GRANDE XONINHAS, TIVESTE A OPORTUNIDADE PARA O TEU FABULOSO PLANO DE DOMINAÇÃO DO MUNDO AO ALCANCE DA MÃO  E DEIXASTE-A FUGIR: PORQUE É QUE NÃO NOMEASTE LOGO OS TIPOS EMBAIXADORES DO PASTEL DE NATA NO CANADÁ?
JÁ, PARA AÍ, HÁ UNS BONS DOIS ANOS QUE ESTA CONVERSA NÃO ERA RESSUSCITADA (SÓ PODE SER FALTA DE ASSUNTO)
PARECE QUE A "EXEMPLARIDADE" DA COISA, AFINAL, TEM BASTANTE QUE SE LHE DIGA
A PARTE III DA DIRECTOR'S CUT DA VATICANO S.A.: "O FILHO DO PANTHERA - FEDELHO INSUPORTÁVEL"

(cortesia de mr. apostate)

18 November 2012

CAMPANHA DE HARD SELLING DA VATICANO S.A. TEM INÍCIO EM FRANÇA

                               (cortesia de mr. apostate)

Um pequeno momento de saudade pelas vaquinhas e pelos boizinhos da D. Isilda
QUE DESPERDÍCIO DE TEMPO E DINHEIRO... BASTA VISITAREM A REDACÇÃO DO "SOL" OU (DAQUI A UNS TEMPOS") AS DO "DN" E "JN"

Ah, a pátria & o sentido de Estado & a responsabilidade & as cadeirinhas no governo & coiso...
 
A arte de falar (mal) em televisão
COWBOY QUEEN MARGO



A uma semana das eleições presidenciais norte-americanas, a canadiana Margo Timmins confessava um enorme alívio pelo facto de a sua nacionalidade não lhe permitir escolher entre Barack Obama e Mitt Romney (“embora nesse nunca votasse, mete-me medo!”). Porque se, noutros países, podem existir dilemas eleitorais igualmente problemáticos, “pelo menos, temos o conforto de saber que as decisões do primeiro-ministro do Canadá não irão afectar o mundo inteiro. Nos Estados Unidos, a responsabilidade é imensa!” E, contudo, como ela explica pormenorizadamente, foi, justamente, às músicas e à tradição do vizinho do Sul que os Cowboy Junkies, pelo meio dos anos 80 do século passado, foram colher a matéria que, sem sequer se darem muito conta disso, transfiguraram completamente, convertendo-a naquela entidade fugidia a que só se pode chamar “uma canção dos Cowboy Junkies”. 

Há um aspecto da história dos Cowboy Junkies que me parece nunca ter sido verdadeiramente investigado e que são as vossas discretíssimas metamorfoses: começaram com Whites Off Earth Now!!, um álbum de blues eléctricos; a seguir, apareceu a assombração de The Trinity Session, totalmente fora de quaisquer categorias; e, depois, converteram-se numa espécie de padrinhos (e madrinha) de toda a "alternative country" posterior. E tudo isso sem grande burburinho, como se fosse algo de absolutamente natural. Houve alguma espécie de planeamento nesse percurso? 
Não, nunca planeámos coisa nenhuma. Tocámos sempre a música que nos apetecia e aquilo que a indústria ou os críticos possam dizer é, exclusivamente da sua responsabilidade. Nunca perdemos tempo a discutir sobre isso no interior da banda. Podem classificar-nos como desejarem que isso não nos incomoda.


Mas alguma coisa de importante deve ter-se passado para saltar de um álbum como Whites Off Earth Now!! para The Trinity Session...
Eu conto-lhe: no início, por volta do final dos anos 70, início de 80, éramos todos fãs de punk-rock, era uma coisa muito importante para nós. Como, para além do punk, não sabíamos o que haveríamos de escutar, começámos a ouvir imensos blues... velhos blues do Delta, coisa inteiramente nova para nós, ainda muito jovens. Foi daí que surgiu Whites Off Earth Now!! 

Mas estabeleciam uma ligação entre o punk e os blues? 
Quando éramos adolescentes ouvíamos as grandes bandas como os Rolling Stones ou David Bowie. Com o aparecimento do punk, não podíamos voltar atrás, para esse rock clássico, não porque tivéssemos deixado de gostar dele mas porque já o conhecíamos demasiado bem. E, como estávamos um pouco perdidos, sem saber por que caminho seguir, depois do punk – que era tão forte, tão intenso, tão cheio de fúria e coisas para dizer –, os bluesmen pareceram-nos semelhantes, eram os punk rockers da sua época. Foi assim que nos lançámos à descoberta de Robert Johnson, Muddy Waters, Howlin’ Wolf. Fazia bastante sentido: eram igualmente verdadeiros e autênticos. Em Whites Off Earth Now!!, não há, praticamente, originais, são quase todas velhos blues... enfiávamo-nos na garagem, começávamos a tocar e, muitas vezes, eu cantava aquilo que tinha estado a ouvir à tarde. (risos) Durante a digressão desse álbum, andámos pelos EUA, numa carrinha, e, nessa altura, a meio dos anos 80, gente como o Dwight Yoakam, Lyle Lovett e Steve Earle, estavam a aparecer. Ouvíamo-los, líamos o que diziam nas entrevistas onde falavam dos Louvin Brothers e da mais antiga country de que desconhecíamos tudo. No Canadá, a folk é importante mas a country nem por isso. Claro que conhecia o Johnny Cash ou o Willie Nelson mas não os escutava assim tanto. Como andávamos pelo Sul, a maioria das estações de rádio passava country. Decidimos ir a Nashville, ao Country Music Hall Of Fame. Foi uma enorme revelação. E o mais impressionante eram as letras. Quando regressámos a casa, a Toronto, para gravar The Trinity Session, estávamos encharcados em country, o que passou para o álbum. E é curioso porque essas não eram as nossas raízes. Porque antes de sermos músicos, somos fãs. 



Mas lembro-me bem que, quando escutei The Trinity Session pela primeira vez, com toda aquela rarefacção sonora, os enormes espaços vazios e a Margo pairando sobre tudo aquilo como uma Vénus de Botticelli... aquilo não era country!

(risos) Porque nós não éramos uma banda country nem pretendíamos sê-lo. Pegámos em canções da Patsy Cline ou do Hank Williams mas sabíamos que não éramos uma banda de country. Aliás, também nunca fomos uma banda punk ou de blues. Queríamos apenas fazer música, sem reflectir demasiado sobre isso. O que nos interessava era o espírito das canções e se gostávamos ou não delas. E, ainda hoje, continua a ser assim. Nunca paramos para pensar se ‘isto soa a uma canção dos Cowboy Junkies’. Uma ‘canção dos Cowboy Junkies’ é apenas uma canção que nós tocamos. 

Nesse álbum, no entanto, definiram uma sonoridade e uma atmosfera totalmente pessoais em que parecia que, no lugar de tocarem notas musicais, as subtraíam, deixando um rasto mínimo que era, afinal, o vosso rasto... 
É curioso como isso aconteceu de uma forma completamente natural. Éramos músicos muito jovens, para ser honesta, não sabíamos ainda muito bem o que fazíamos, eu nem tinha, realmente, a certeza se cantava bem... com toda a nossa inexperiência, optámos por, em caso de não saber o que fazer, não tocar! (risos) Gostava de poder de dizer que éramos génios e que foi tudo planeado, mas não foi. Se existiu alguma genialidade foi no facto de não termos tido medo dos espaços em branco, de não sentirmos necessidade de os preencher de qualquer maneira. Mas também não pensávamos que alguém fosse escutar o álbum.

O sucesso dele surpreendeu-vos?
Totalmente. E, todos estes anos depois, ainda nos surpreende que as pessoas escutem The Trinity Session e continuem a reagir de uma forma tão apaixonada.



Uma característica também muito vossa é o facto de terem sempre gostado de realizar versões de canções de outros autores. Como seleccionam essas canções de que decidem apropriar-se? 
Muitas acontecem por acaso, Como dizia há pouco, antes de sermos músicos somos fãs e, quando escuto uma canção de que gosto, penso logo em como seria bom poder cantá-la. E, por vezes, se estamos a trabalhar para um disco, uma ou outra delas, parece poder integrar-se bem. Experimentamos e o critério de aceitação é saber se conseguimos transformá-la em coisa nossa. Se isso não acontece, não vale a pena. A canção já existe por si mesma e não precisa de nós para nada. Fazemos isso frequentemente e há uma boa quantidade delas que nunca irão sair do estúdio. Mas aprendemos muito com isso, é como uma espécie de escola. Até como ouvinte de música penso que oferecemos alguma coisa de nós às músicas, interpretamo-las... 

A mesma canção nunca é igual para ouvintes diferentes e, por vezes, o ouvido de quem a escuta é mais talentoso do que o cantor ou o próprio autor... 
Adoro essa ideia! Acaba por ser tudo uma questão de interpretação: uma boa canção faz-nos sempre pensar ou, pelo menos, levantarmo-nos e dançar. 

Sendo vocês uma banda canadiana, por que motivo nunca vos apeteceu pegar numa canção de Leonard Cohen? 
Essa é uma boa pergunta. E sabe porquê? Tem tudo a ver com o que lhe contei antes. No nosso estúdio já gravámos muitas canções do Leonard Cohen. Mas nunca autorizámos nenhuma a sair cá para fora! (risos) Para nós, ele é enorme e as canções são perfeitas. Mas acabo sempre a cantá-las como ele as cantaria, sinto que não lhes acrescentei nada de importante, só a minha voz é diferente. Há-de acontecer, um dia. Há meses, numa cerimónia em que lhe foi atribuído o Glenn Gould Prize, convidou-nos para cantarmos, em palco, algumas canções dele... e ele estava lá! (risos) Foi uma sensação terrível: ele, ali mesmo ao pé, nós a querermos fazer o melhor possível e a ter consciência de que nunca iríamos conseguir chegar lá!...
"White Light/White Heat" - The Bootleggers/Nick Cave/Warren Ellis (feat. Martyn Casey, Mark Lanegan, David Sardy, George Vjestica)
 
Lawless - real. John Hillcoat (2012)

16 November 2012

ESTE AINDA VAI ACABAR COMO A ZITA SEABRA
(cortesia de mr. apostate)
Dois mil milhões? Francamente... na China, isso é "argent de poche" (e é para uma família inteira, note-se...)

"Dois... são só dois..."
MAS A SOLUÇÃO É TÃO SIMPLES... VÃO AQUI, FAÇAM COMO EU FIZ E VÃO VER QUE CHEGA E SOBRA
PORTUGAL DECLARA LUTA SEM TRÉGUAS AO GOVERNO, UMA CHAGA DA NOSSA SOCIEDADE QUE DEVE SER ERRADICADA
 
"Governo declara luta sem tréguas ao tabagismo em Portugal, uma chaga da nossa sociedade que deve ser erradicada”

Ó TOZÉ, MAS ISSO NÃO FAZ PARTE TAMBÉM DO ADN DO PS? 

AGORA, NA VERSÃO DE "ESQUERDA": "EXORCISAR OS DEMÓNIOS" E "LAVAR OS PECADOS"

NADA CONTRA OS BENEFICIADOS; É APENAS UMA MERA QUESTÃO DE INVEJA SOCIAL ("EU TAMBÉM QUERO") QUE, COMO SE SABE, É O QUE FAZ AVANÇAR O MUNDO

15 November 2012

MAS É PRECISO EXPLICAR-VOS TUDO, Ó FOFINHOS?

"A revolução não é o convite para um jantar, a composição de uma obra literária, a pintura de um quadro ou a confecção de um bordado, ela não pode ser assim tão refinada, calma e delicada, tão branda, tão afável e cortês, comedida e generosa. A revolução é uma insurreição, é um acto de violência pelo qual uma classe derruba a outra" (Mao Tse-Tung)

Andy Warhol - Mao Tse-Tung No 4 (1972)
NÃO É QUE SEJAM ASSIM TÃO MÁS, TÊM É DE SER BEM EXPLICADAS, QUE É COMO QUEM DIZ: FAÇAM LÁ UM GUIÃO "FOR DUMMIES" QUE É PARA A(S) JONET(S) NÃO SE VEREM OBRIGADAS A IMPROVISAR

                                (cortesia de mr. apostate)
DEFINITIVAMENTE, FINITO, KAPUT... A ISTO JÁ NEM EDUQUÊS SE PODE CHAMAR: É A QUEDA VERTIGINOSA PELOS SUBMÚLTIPLOS DO Q.I. ABAIXO

"Aguiar-Branco e Nuno Crato assinam protocolo para promover temas da segurança e defesa nas escolas: entre os objectivos do protocolo estão a promoção "dos valores e das matérias da segurança e da defesa nacional no ensino básico e secundário" através da "educação para a cidadania" e o apoio à "divulgação de oferta formativa, no quadro da formação contínua de professores para docentes do ensino básico e do ensino secundário sobre a defesa e a acção das Forças Armadas enquanto instituição da democracia portuguesa"
ISSO E MUITO MAIS FIZ EU (SEM SEQUER UM CURSO DE ECONOMIA À RELVAS) E COM RESULTADOS BEM MELHORES 

... e, antes de extinguir "la famiglia", claro que é sempre possível oferecer-lhe uma ocupação útil, embora, não necessariamente, a furar greves.

(daqui)
PORÉM, DE CONFESSADAMENTE DIFÍCIL "SELECTIVIDADE" E COM UMA "PROPORCIONALIDADE" DE, POR CADA LANÇADOR DE CALHAUS, SEIS OU SETE ESPECTADORES DESSA MODALIDADE DESPORTIVA
Ena, parece que a coisa entrou, oficialmente, para o top...

"A maior carga policial desde o início dos anos 1990" (Paulo Rodrigues, presidente da Associação Sindical dos Profissionais da Polícia)

Recordando, a propósito, o pequeno-Lenine com nome de cantor romântico brasileiro: "O tempo dirá se Portugal imita violência na Grécia"

14 November 2012

AINDA HÁ ALGUMAS COISAS QUE CORREM BEM EM PORTUGAL (DESCONTANDO OS CUSTOS DA INSULARIDADE AÇOREANA)

(cortesia de mr. apostate)

... e, tendo em conta que a sondagem é da Católica, a realidade é capaz de ser ainda mais promissora.
TUDO INDICA QUE A UTILIDADE DO PCP/CGTP ESTÁ A CHEGAR AO FIM *
 

















* ... e há quem esteja seriamente preocupado com isso e faça questão de separar os "good guys" úteis dos "bad guys" daninhos...

Edit: umas coisas puxam as outras...