Ele já devia ter percebido que estas cenas correm-lhe sempre muito mal

30 May 2026

Tarta Relena + Cocanha + Los Sara Fontán - "4132314"

... mas o pior, piorzinho de tudo é aquele "impactado"... que "reporte"!!!!...

29 May 2026

Zakharova, devotchka, safas-te melhor com a "Kalinka" do que a cantar a duas vozes com o Peskov...

28 May 2026

 
(sequência daqui) Foi o que em Gypsy Punks: Underdog World Strike (2005), Super Taranta! (2007) ou Solidaritine (2022) aconteceu, em simultâneo com a luta (que a selvática invasão russa acentuaria e multiplicaria) contra os anos de propaganda que conduziram muitos a crer que Nikolai Gogol era um escritor russo e não ucraniano. O que, do pós-punk primordial de Clash eslavos se poderá, entretanto, ter perdido, está de regresso: "Este álbum, We Mean It, Man! reúne todas as inspirações originais dos Gogol Bordello mais do que qualquer outro: punk, hardcore, synth punk, música cigana. Nunca as vi como coisas separadas — somos polinizadores cruzados. Acredito que o novo álbum é o melhor Frankenstein que criámos desde Gypsy Punks".

27 May 2026

Seera - "Aalam Al Ahlam (Dream World)"

26 May 2026

 
 
(sem ofensa aos/às trabalhadores/as do sexo)
... e, vai-se a ver, é o velho traste do Hilário que anda a dar na branca e quer levar o social-fascistame (& amigos) todo com ele

25 May 2026

O MELHOR FRANKENSTEIN

Lower East Side Romani folk-punk-powerpack. Folk-punk rollercoaster. Ou, simplesmente, gypsy-punk. São as caracterizações mais frequentes para os Gogol Bordello, aquela banda multi-multi-multi-nacional (da origem, em 1999, até hoje: ucranianos, russos, israelitas, equatorianos, bielorussos, americanos, etíopes, romenos, sino-escoceses e tai-americanos) de que o ucraniano de raiz cigana, Eugene Hütz, foi montando as peças no Lower East Side de Nova Iorque. "Quando era miúdo, na Ucrânia, para ter acesso à música que procurava, tínha de apanhar o comboio para alguma floresta ou campo isolado, ou pelo menos para algum bairro suspeito onde todos os malucos se reuniam até que a polícia aparecesse", explicou Hutz ao "New Noise Magazine", sublinhando que "As três componentes essenciais – música cigana, punk e reggae – eram bastante evidentes e foram o que, na verdade, partilhámos". Desde a partida da Ucrânia para os EUA, em 1990, a ambição que, com os Gogol concretizaria, era "desafiar a noção pós-moderna de que tudo tinha já sido feito no que respeita à música. Queria trabalhar com os estilos mais modernos que tinha absorvido, juntamente com a música cigana da Ucrânia, Roménia, Hungria, Macedónia". (daqui; segue para aqui)
 

24 May 2026

Provavelmente, está na altura de pensar na Federação Multicontinental de Alberta, Córsega, País Basco, Taiwan, Gagaúzia, Escócia, Gronelândia e Transnistria
Mas tão, tão incompetentes que é 
cada vez mais difícil levá-los a sério

22 May 2026

Cara de Espelho - "Elefante no Hemiciclo"

Opá, é uma chatice do caraças mas 

21 May 2026

Tentativa falhada de reencenação da Great Fatima Swindle por falta de comparência do terceiro pastorinho

... houve um que se baldou...
The Lovin' Spoonful - "Do You Believe In Magic?" (Live On The Ed Sullivan Show)

20 May 2026

"No dia do nascimento de Maomé, em Meca, um raio de luz emanou do ventre da sua mãe e iluminou tudo até Damasco. Teria nascido limpo, circuncidado, com um contorno de khôl nos olhos. Teria também uma potência equivalente à de 30 homens, uma vez que, numa hora, tinha relações com as suas 11 mulheres, umas a seguir às outras" (Zineb El Rhazoui - Destruir o Fascismo Islâmico)
 

Há muitas formas de ser herdeiro 
e continuador do escarro nazi

19 May 2026

(sequência daqui) Em pouco tempo de instantânea actividade dos Lovin' Spoonful, haviam colonizado as tabelas de vendas norte-americanas e dado resposta convincente à British Invasion. Mas, bem mais importante do que isso, nos 4 anos de existência da banda (1965-1969), num percurso com raízes no revivalismo folk de Greenwich Village, vitaminado pelo rock, os blues, e o espírito das jug bands, The Lovin’ Spoonful ocupariam um espaço de experimentalismo que, à época, à excepção dos Beatles, mais ninguém ousara reivindicar. "Do You Believe In Magic", "You Didn’t Have To Be So Nice", "Daydream", "Did You Ever Have To Make Up Your Mind?" ou "Summer In The City" são os títulos que mais depressa ocorrem. A missão da caixa de 7 CD What A Day For A Daydream - The Complete Recordings 1965-1969 é, porém, demonstrar, de uma vez por todas, por que motivo os Spoonful eram a banda à qual Neil Young sonhava pertencer, a quem Woody Allen encomendou a banda sonora da sua estreia What's Up, Tiger Lily? (1966) e que Robert Forster (Go-Betweens) considerou um dos 4 pilares sobre os quais assenta o seu álbum de 2025, Strawberries.

18 May 2026

Na verdade, a cultura dominante considera-nos infantis desde o início até ao fim da vida
 DE UMA VEZ POR TODAS
 
 
John Sebastian Sr. (nascido John Sebastian Pugliese numa abastada família italiana de banqueiros em Filadélfia, na qual o pai era presidente de um banco) foi um músico e compositor norte-americano conhecido como "o Paganini da harmónica". Foi o primeiro a adoptar um repertório inteiramente erudito e consolidou a harmónica como instrumento respeitável na música clássica. Foi pai do cantor e compositor John B. Sebastian, um dos fundadores na década de 60, de The Lovin' Spoonful Zalman Yanovsky era filho de Avrom Yanovsky, um caricaturista político nascido na Ucrânia, e de Nechama Yanovsky, uma professora de ascendência polaca. Com tão precioso pool genético impurissimamene americano, não espanta que, naquela noite de Fevereiro de 1964, quem se encontrasse no apartamento novaiorquino de (Mama) Cass Elliot fossem John e Zalman, em transe perante a estreia televisiva americana dos Beatles, no Ed Sullivan Show. (daqui; segue para aqui)
 

15 May 2026

Seera - "Share3 Al Buhturi"

Pois, é verdade, mas não esquecer nunca o que o sábio Kaizer Albino nos ensinou!


14 May 2026

John Adams - Nixon in China (libretto: Alice Goodman; orquestra de câmara de Paris; dir. Alexander Briger; 2012)

STREET ART, GRAFFITI & ETC (CCCXLVII)
 
Lisboa, Portugal, 2026

13 May 2026

La Niña - "Figlia d' 'a Tempesta"

 THE DOORS OF PERCEPTION (IX)

Lisboa, Portugal, 2026

(sequência daqui)

12 May 2026

Seera - "Rami Al Siham (The Archer)"

08 May 2026

Seera - "Al Fanaa (Oblivion)"

"From Eurovision * to the Venice Biennale, culture contests are being overshadowed by politics
* Este ano sob o signo BDSM/"choking" 

06 May 2026

A Dialéctica nas margens do Reno

 A dialéctica. Já ouvi falar da dialéctica: 

era assim uma espécie de regra de três

simples no papel pardo das mercearias,

a penitência dos bígamos, 

um motor a três tempos engatado

na quarta velocidade do pensamento. 

O jovem Carlos leu GWF nas longas, 

teutónicas noites de inverno e escreveu 

na Rheinische Zeitung um artigo 

sobre o roubo da lenha aos camponeses ou 

pelos camponeses: não sei bem. 

Alguns discutiram se O Capital é 

uma obra de maturidade ou um efeito 

secundário da furunculose. 

Por mim confesso: tenho saudades de tais tempos 

em que despontavam as mamas em raparigas 

acossadas pelo acne e pela delicadeza.

Uma página e não é de todo seguro que ele a tenha lido 
até ao fim sem cabecear

Uma página com letras grandes e bonecos
Seera - "Wahm Al Qimmah (Illusion of the Summit)"

05 May 2026

Meet Seera, The All-Female Saudi Rock Band

(ver aqui)
Aquele estranho e maravilhoso íman que atrai tudo quanto é ruim

04 May 2026

"Akhir Sarkha (The Last Scream)"
 
(sequência daqui) Entremos, então, pela magnífica "Shams", uma espiral de guitarra contaminada de flamenco que se deixa aproximar perigosamente de um espectro dos Doors, nos conduz até ao ponto no qual o perfil sonoro da canção se altera imprevisivelmente e, a seguir, os teclados de "Athar" abrem as portas a uma deriva de som e poesia praticamente sem palavras. A articulação de vertiginosas texturas rock e frases melódicas arabizantes parece inevitável, como se esta fosse a única forma de estas canções poderem existir, desde a radiação das linhas de guitarra exploratórias de Haya à inteligencia quase fisiológica do elástico baixo de Meesh até à bateria implacavelmente firme de Thing. Após a estreia internacional no final do ano passado, na Southbank londrina, "tudo nos convenceu que a nossa música não é coisa de nicho; vale por si mesma sem necessitar de explicações". Não será um acaso que este EP tenha sido publicado pela Women in CTRL Records / CTRL Music. 
"Daughters of Donbas sing against silence"