31 May 2025

Sex & Drugs & Rock'n'Roll
... depois dá-lhe para a "bad trip" e é isto...

30 May 2025

Mocidade Portuguesa 

(na sequência daqui e/ou daqui)

28 May 2025

O príncipe do Havai é bom mas o russo apátrida Boris I de Andorra e Mano-Rei de Olhão, agente dos ingleses e oficial da Wehrmacht, preso e condenado aos Gulags da Sibéria é muito melhor
How Valerie June Mixes Appalachian Folk Music with Ethereal Storytelling

27 May 2025

Lisboa de Hoje e de Amanhã (1948) - António Lopes Ribeiro

(pré-campanha eleitoral autárquica)

26 May 2025

O gajo estará a falar daquele permanente sorrisinho irritante 
do Ponto Negro? (via DT)
Beth Gibbons: Tiny Desk Concert

Thelonious Monk: Straight, No Chaser (1988)

(ver aqui)

25 May 2025

(daqui; de Flying with Angels, na íntegra aqui)

22 May 2025

"East Timor"
 
(sequência daqui) E Hann acrescenta: "Se provas fossem necessárias, estão todas no visionamento imensamente desconfortável das entrevistas nas quais encharca de ódio praticamente todos aqueles que se lhe dirigem: um homem completamente seguro no seu desprezo por quem não acredita poder estar à sua altura. E, quando se é o maior baterista britânico de sempre, como estar â sua altura?" Até ao final - Baker morreu em 2019 - os argumentos não lhe foram faltando: Going Back Home (1994), agora reeditado, era assinado por um Ginger Baker Trio que incluia Bill Frisell (guitarra) e Charlie Haden (contrabaixo). E que, como seria absolutamente improvável não suceder, reune um conjunto de 10 belíssimas peças de rótulo desnecessário (todas originais excepto "Straight No Chaser", de Thelonious Monk, e "Ramblin'", de Ornette Coleman) e, em particular, uma "East Timor" electricamente devastadora.
Ornette Coleman - "Ramblin'"

(ver aqui; de Change Of The Century, na íntegra, aqui)
... entretanto, para o eurotuga, 
(ver também aqui)

21 May 2025

Este bronco envergonha 
a espécie humana

20 May 2025

PROXIMIDADE, NÃO

A 15 de Maio de 2013, Michael Hann publicou no "Guardian" o relato daquilo a chamou o seu "professional horror show", e cujo título era "Meeting Ginger Baker: an experience to forget". Mais adiante explicaria que o que era suposto ter sido uma amena troca de opiniões entre ele, Baker e o público presente no cinema Curzon, no Soho, a propósito do documentário de Jay Bulger "Beware of Mr. Baker" (2012), se transformara numa escancarada demonstração da personalidade absolutamente impalatável do ruivo percussionista londrino. Ninguém alguma vez ousara sequer pôr em causa o elevado estatuto de Baker no "ranking" dos "greatest drummers of all time": não é, decerto, fruto do acaso ele ter sido - em conjunto com Eric Clapton e Jack Bruce - 1/3 dos Cream, bem como frações diversas dos Blind Faith, Ginger Baker's Air Force ou Public Image Ltd. Mas, como ao longo do documentário, inúmeros colegas e familiares sublinham, ser um dos mais impressionantes músicos que a Grã Bretanha deu à luz não impediu que estar próximo dele não fosse decididamente um prazer. (daqui; segue para aqui)

("Ramblin", Ornette Coleman, Live in Frankfurt 1995)

"A estrondosa vitória de Ventura e o empoderamento dos brutos" (e ninguém vai continuar a espiolhar até desmascarar o "refluxo esofágico"?)

18 May 2025

Tomar nota: caguinchas, mariazinhas, fiteirolas, perseguidos pelas forças negras do além e outros bazófias de almas sensíveis, o p.o.v.o. dá-vos beijinhos nos dói-dóis!
Hoje é um belo dia para a caça aos praticantes do "Há um ano atrás" (e, já agora, mil outros suplícios linguísticos)

17 May 2025

Não esquecer que o supremo representante das forças ocultas responsável por esta avaliação ("De 1 a 50 ele já está 40 tomado por uma magia negra") é o mesmo de que os poderes do além já usaram os serviços!...

"Speakers' Corner"
 
(sequência daqui) Aparentemente pouco apetecível como matéria para versões memoráveis, agora que Suzanne Vega, quase 10 anos após Lover, Beloved: Songs from an Evening with Carson McCullers, regressa com Flying With Angels, foi justamente por essa via que arriscou penetrar: "Chambermaid", pastiche melódico/harmónico mais que explícito de "I Want You", apresenta-se ("I'm the great man's chambermaid, I've seen where his hallowed head is laid, I revere the places he has played and clean crumbs from his typewriter") e, distraídamente, deixa cair "You want to know, did I ever steal? He never leaves anything out that's real, I took nothing he would miss, but only once I stole a kiss", perfil psicológico relâmpago mas esclarecedor. De Mariupol a Galway, o olhar de Suzanne obriga-nos ainda a pensar no velho Speakers' Corner: "In politics and song, I guess we better use it now before we find it gone".

15 May 2025

O grande êxito do início de uma nova carreira pimba: "Ai, o meu coração!"

Edit (16:20) - Recordando o "Dr. Coisinho"

14 May 2025

A visão académica-e-tal; mais uma e outra espreitadas de esguelha; e o grande euroarquivo (92 nutritivos posts)
 
OLHAR EM VOLTA
Na madrugada de 10 de Março de 1966, no estúdio A da Columbia, em Nashville, durante 4 horas, Bob Dylan entregar-se-ia por inteiro à gravação das 7 takes de "I Want You" que apenas conheceríamos na íntegra, em 2015, no Bootleg Series Vol. 12: The Cutting Edge 1965–1966. Seria a última faixa de Blonde On Blonde a ser gravada e, como então confessaria, "Não se trata de colar palavras bonitas a uma melodia ou o inverso. Eu quero ouvir o som do que pretendo dizer". Naquela que viria a ser - talvez apenas com excepção de "Love Calls You By Your Name", de Leonard Cohen - a mais perfeita canção de paixão obsessiva, entre um refrão obstinado ("I want you, I want you, I want you so bad, honey I want you") e um desfile improvável de personagens (o "guilty undertaker", o "lonesome organ grinder", a "Queen of Spades", a "dancing child with his Chinese suit", o "drunken politician"), de raspão, enxergava-se a "chambermaid": "I'll return to the Queen of Spades, and talk with my chambermaid, she knows that I'm not afraid to look at her". (daqui; segue para aqui)

10 May 2025

"Endless Tree" 
 
(sequência daqui) Se, a propósito do anterior The Moon And Stars: Prescriptions for Dreamers (2021), ela não hesitava em reivindicar o papel de cúmplice de apropriação cultural - “Ouvi a versão dos Nirvana para ‘Where Did You Sleep Last Night’, do Leadbelly. O rapaz branco conduziu-me até aos blues. Ali estava eu à procura das minhas raízes” -, desta vez, recorre â suprema realeza funk, George Clinton, que justificava o facto de para ele redescobrir a música negra (os old blues que a mãe escutava), ter sido necessário ter como intermediários Eric Clapton e os miúdos brancos da Brit Invasion. Ou, como ele dizia,"olhá-la com outras lentes". Valerie foi-se também apoiando em Little Richard, Sister Rosetta Tharpe, Ma Rainey e Elizabeth Cotten. E, para os seus álbuns, em produtores brancos mas musicalmente poliglotas como Dan Auerbach, Jack Splash ou, agora, M. Ward, erudito recrutador de tropas com currículo nas hostes de David Lynch, Tom Waits, T Bone Burnett ou The Blind Boys Of Alabama. Capaz de encarar e resolver as necessidades de canções que, afinal, "apenas desejavam encontrar-se com outras pessoas" ou de conduzir June â infinda gratidão perante quem lhe depositou tão perfeitas canções no regaço: "Thank you for giving it to me. Thank you whoever the fuck you are!"

09 May 2025

Lisa Knapp - "Till April Is Dead"
(ver aqui)

08 May 2025

Em vez de prestar atenção às patacoadas mais ou menos empedernidamente beatas em oferta nas TVs e afins, recomenda-se a leitura de:
 
(tradução em castelhano), de Karlheinz Deschner: volumes I, II, III, IV, V, VI, VII, VIII e IX
 

Edit (18:21) - ... e um Leão XIV recordar-nos-á sempre o saudoso Leão X

07 May 2025

Valerie June - "Fade Into You" 
(Mazzy Star)
 
 
(ver aqui)

06 May 2025

 
(sequência daqui) O ritual repetiu-se de todas as vezes que ela voltou a deslocar-se a Humboldt e, Valerie sendo Valerie, não apenas se dedicou a descobrir tudo o que, acerca de mochos, se lhe cruzava no caminho como o colocou em primeiro lugar no trio do título do seu novo álbum - Owls, Omens And Oracles. Juntamente com os augúrios e os oráculos, tudo ferramentas de trabalho de quem, por muito que tenha de escutar impropérios como "Oh, that’s so fake. That’s just hippie shit", não desiste de se apresentar como "a person who works in positivity and joy”. De certo modo, tratar-se-á do mesmo exercício de abate de preconceitos no que diz respeito à forma como encaramos a própria figura de Valerie: algo como uma vibrante Carmen Miranda afro-folk-psicadélica (para a receita do banquete musical, a "Uncut" não se poupa nos ingredientes e condimentos: "Uma mistura de blues, gospel e folk das Apalaches, com uma pitada de soul, Americana e R&B, trap beats, feitiços e cantos de pássaros gravados no quintal") (segue para aqui)

05 May 2025

STREET ART, GRAFFITI & ETC (CCCXXIX)
 
Lisboa, Portugal, 2025 (Tinta Crua & etc)

Lisa Knapp - "Staines Morris"

(de Till April Is Dead - A Garland of May, na íntegra aqui)
OLHAR COM OUTRAS LENTES
Valerie June Hockett nasceu há 43 anos na micro-cidade de Humboldt, no Tennessee, hoje lugar de vida de 8 000 pessoas, com uma sala de espectáculos, um banco, um jornal, e um quarteirão que ajuda a recordar as origens do local, no cruzamento entre duas linhas de caminho de ferro. Dividindo o tempo entre Humboldt e Brooklyn, isso não bastou, porém, para que todos os mistérios da ruralidade sulista lhe tivessem sido revelados. Como conta à "No Depression", "Já vi tudo: cobras, rãs, tartarugas, arganazes, guaxinins, todo o tipo de pássaros. Mas nunca tinha visto um mocho". A aparição deu-se numa madrugada, quando pelas 5 da manhã do Tennessee, Valerie bebia a sua chávena de chá. "O nevoeiro começava a levantar e ali estava o mocho, eu e a minha chávena de chá a ferver... perguntei-me, 'isto estará a acontecert?' Ele não parava de olhar para mim do outro lado do charco e porque, se nos agitamos, muitas vezes os animais assustam-se e fogem, decidi manter-me praticamente imóvel e beber o meu chá com o mocho".  (daqui; segue para aqui)
 

04 May 2025

Lisa Knapp - "Hidden Seam"
(do álbum Hidden Seams, na íntegra, aqui)

03 May 2025

Gregorio Paniagua - Fons vitae / Dementia praecox angelorum / Supra solfamirevt

(do álbum La Foiia, na íntegra aqui)

02 May 2025

Pode levar-se a sério uma carinha destas? (sapsnjpa XXIV)


Edit (03/05/2025) - e o vice-coiso também é mui fixolas

01 May 2025

"Pont Du Poivre" (álbum na íntegra aqui)

(sequência daqui) James Elkington, o guitarrista, compositor e produtor britânico adoptado por Chicago e favorito de Jeff Tweedy, Tortoise, Eleventh Dream Day, Richard Thompson, Laetitia Sadier, Michael Chapman, Steve Gunn e Joan Shelley estará, provavelmente, à beira de uma circunstância semelhante. Enquanto no álbum anterior - Me Neither (2023) - apenas terá "arranhado a superfície de uma nova metodologia que supunha poder retomar facilmente", na verdade, para esta nova colecção de 27 peças instrumentais minimais, sentiu-se como alguém que, por entre flashes de Robert Fripp e John McLaughlin, tenha sido forçado a saltar do mapa para o território real. O que talvez será apenas satisfatoriamente explicado quando viermos a compreender a conspiração linguística que conduziu a que o álbum, na língua de Camões & Pessoa, viesse a ser intitulado Pastel de Nada.