29 June 2014

Pegando-lhe na palavra, o dr. MP não estará a ficar um bocadinho abrasileirado?
Segréis de Lisboa - "Puestos estan frente a frente"
 
A Floribella reinvindica o apoio da comunidade muçulmana contra o poderoso destacamento multi-kulti da Almirante Reis


"O cidadão comum soube da corrida para a bancarrota, que começou com Guterres (ou até com Cavaco)? Soube do extravagante crescimento da dívida (interna e externa, soberana e particular)? Soube da carga que inevitavelmente cairia sobre ele, quando chegasse a altura de 'ajustar' as coisas? E percebe a irresponsabilidade com que o conduziam para um poço sem fundo? De maneira nenhuma: sem informação, distraído pelas zaragatas da 'classe dirigente', viveu tranquilamente a sua vida, como se a 'festa' fosse durar sempre. E é esta mesma gente, que no PS e fora dele nos pede agora confiança?!" (VPV)

28 June 2014

Por aqui se comprova os privilégios de que desfrutam os funcionários públicos em relação aos trabalhadores do sector privado
Novo agricultor português-padrão (segundo o BCP): sexo feminino, MILF, loira, de regadorzinho côr-de-rosa na horta do telhado


... e o esposo é capaz de ser, sei lá, tipo, assim... 

("Expresso")
Mas, como diz o outro, qual é a pressa? Então não se sabe que a partir de 2017/2018 é que é?

27 June 2014

É de aplaudir a abertura de espírito da FPF relativamente às diversas orientações sexuais: quartel-general em Campinas, capital gay do Brasil e, simultaneamente, local da maior zona de prostituição urbana da América Latina

Fotos de David Magnusson




A finalidade do "boudoir" Poiares/Lomba era mais ou menos esta: "make me beautiful"
Pardon my french mas... e se se fossem foder?!!!...  (parte I)

Portugal numa casca de noz (XIII)/Les portugais sont toujours gais (LIV)/O pensamento filosófico português (CXXIII)

Assim, sim! Com um proeminente crítico de música e "capo di tutti capi" como árbitro, é logo outra loiça!

26 June 2014

Quando a Europa salva os bancos, quem paga?

(em continuação daqui, por generosa oferta)
Um divertido jogo de salão para uma tarde de Estio, brincando com as palavras "manso", "tia", "palhaço" e "pai" - enjoy!
Foi por causa disto, Harald:


... e mais umas quantas coisas: I, II, III
QUALQUER COISINHA DE PORTUGUÊS (XXVII)

Um arfante gebo da bola televisivo deseja, excitadamente, saber se as criaturas brasileiras com quem fala têm "descendência portuguesa".

(daqui - eu faria uma micro-excepção para David Justino e juntava mais umas Benavente, Alçada e tal...)
Não custava nada ter feito os TPC (todos)
Se não tivéssemos de pagar também mais este golpe, era de propôr já Pessoa, Nunes e Gueifão para medalha no 10 de Junho (os grunhos do BPN, amigos do marido da poetisa Silva, deviam ter acabado de ler o Código Da Vinci - obra de grande fôlego que os marcou muito - e mamaram a cena do "culto da deusa" com anzol, linha e cana)
Voltou (ainda bem)

24 June 2014

SEDUZIDA PELO RAPTOR 


Não deve existir quem – ateu, agnóstico ou de qualquer confissão religiosa –, à janela de um comboio que saia da estação central de Colónia, não se sinta, subitamente, sem fôlego e incapaz de articular uma sílaba perante o assombroso gigante gótico de pedra que, sobre a cobertura da Hauptbahnhof, vai, esmagadoramente, emergindo até ocupar por inteiro o campo de visão. Sim, a Hohe Domkirche St. Petrus, à beira do Reno, não será a Notre-Dame de Paris nem sequer a catedral de Amiens (à imagem da qual começou a ser construída, em 1248, para acolher as imaginárias relíquias dos não menos fantasiosos Três Reis Magos) mas não é nada difícil compreender o impulso que terá conduzido Rennie Sparks – a metade feminina do casal que, com Brett Sparks, constitui The Handsome Family – a escrever “The cathedral in Cologne looks like a spaceship, like the hand of God falling from the sky”, em "Cathedrals", quinta faixa de Through The Trees, o álbum de 1998 que logrou, ainda que só moderadamente, elevar o grau de notoriedade do duo de Chicago. 



É também essa a canção que abre Things Are Really Great Here, Sort Of..., 35 minutos de Andrew Bird relendo 10 canções da Family, justamente no ano em que "Far From Any Road" (uma variação poética "southern gothic" sobre o alucinogénico estramónio, extraída de Singing Bones, 2003), escolhida por T-Bone Burnett para o genérico da magnífica série de televisão, True Detective, lhes oferece um novo e, porventura, decisivo segundo começo. Duas décadas após o primeiro, embora tardio, não poderia ser mais merecido: a particularíssima fusão molecular de "murder ballads", sombras de Poe, imponderabilidades medievais, destemperos místicos do "deep south", pesadelos kafkianos e country primordial que Rennie e Brett confeccionam, há muito deveria ter ultrapassado o estatuto de culto para iniciados. A versão-Bird – prosseguindo a via rural-rústica de Break It Yourself e Hands Of Glory, ambos de 2012 – pertence aquela categoria em que a matéria original se deixa, literalmente, seduzir pelo raptor, a ponto de passar a considerar-se sua. A gravitas do barítono de Brett está, sem dúvida, ausente mas, por entre cascatas de pizzicatti e arcadas dramáticas em atmosfera de celeiro, o recorte neo-clássico do violino de Andrew Bird tudo transfigura.


 * ... já dava uma bela série...
Um dia perfeito para as repúblicas (e monarquias) das bananas (não leves a mal, Salinger)
STREET ART, GRAFFITI & ETC (CXXXV)

Lisboa, Portugal, 2014 

23 June 2014

"The barbarians were at the gate"
 
Mary Margaret McCabe King's College London
IAVÉ não reconhece o erro mas aceita-o - ou de como as "ciências" da educação são, claramente, matéria de fé (leitura complementar)
The Handsome Family - "Cathedrals"




The cathedral in Cologne looks like a spaceship
Like the hand of God falling from the sky
A thousand stone-carved saints hang like icicles
But icicles don't take a thousand years to die

And everyone who ever worked on that catedral
Or even spent a moment walking by
Everyone of us are swept away like breadcrumbs
So what comfort does it bring, soaring towers left behind

There's a fiberglass castle in Wisconsin
Where kids race go-karts around a moat
Once we went up there in December
When every water slide and fudge shop was closed

Hoping to find love under the ice machine
All we did was drink in an empty bar
But stumbling, drunk, we crawled back to our motel room
I fell against you and felt your beating heart

Snow was slowly falling on the ice machine
And the moon shone hazy through the pines
But there were lounge chairs thrown into the empty pool
And a dog chained to a tree barking at the sky
Mas, Beato Mestre, permita-me que observe que a própria anestesia é coisa muito pouco cristã... pois não devemos nós castigar o corpo para salvar eialma? (e, em relação à epidural, nem se fala...)

22 June 2014

20 June 2014

Se IAVÉ assegura que não há qualquer erro, quem somos nós para duvidar?

Falar de "arte pouco óbvia" na segunda década do século XXI só pode vir de quem, nos últimos 50 anos, tenha vivo encafuado na cave mais esconsa de um convento de carmelitas descalças
Aquilo que, com o máximo rigor técnico, se deve caracterizar como "bloody bastards" (ler aqui o II capítulo)

Olha que não, Chiquinho, vai lá ler outra vez o manual

18 June 2014

E a "licenciatura" do Relvas? (é que já lá vão 4 meses...)
Ora deixa cá ver... “investimento na ciência, na cultura e na educação”? (check); “sociedade do conhecimento”? (check); “modernização do tecido empresarial e da administração pública”? (check); “reforço da coesão social”? (check); “mobilizar o esforço de concertação social”? (check); mas... tcharaaam!... há uma grande e genial novidade: “precisamos de um programa de fisioterapia”!!!

 
Beltane Border Morris Dancers (Gales)

Pauliteiros de Miranda

(ver aqui também)
O arraial da tralha velha celebra o fim próximo da doce e terna Floribella

(ou Tó vs Tó - continuação daqui)
A IDADE DA INOCÊNCIA


A concepção romântica da música como a arte a cuja condição todas as outras deveriam aspirar foi ferida de morte em 1877, às mãos de Thomas Edison, com a invenção do fonógrafo. Registada em cilindros de cera e, posteriormente, em discos de vinil, objectificada, coisificada, perdia, definitivamente, a aura de entidade incorpórea, ideal, sujectiva, quase imaterial, que a pintura, a escultura ou a literatura jamais poderiam alcançar. Três décadas e meia depois, ao visitar o Salon du Phonographe, dos irmãos Pathé, em Paris, Claude Debussy ainda se interrogava: “Não deveríamos recear esta domesticação do som, esta magia preservada num disco que, por 10 cêntimos, qualquer um pode despertar à sua vontade? Não será isto uma diminuição das forças secretas da arte que, até agora, foram consideradas indestrutíveis?” A imparável história da indústria discográfica no século XX trataria de eliminar tais reticências mas, há dois anos, Beck, com Songbook – 20 partituras originais apenas escutáveis por quem, mesmo que da forma mais livre, as decifrasse e interpretasse –, procurou reverter a trajectória. 


Esse apelo de uma idade da inocência situa-o, agora, Neil Young nas tecnologias de registo sonoro de nula fidelidade das cabinas de gravação individual Voice-O-Graph (popularizadas dos anos 40 a 70 do século XX) de que, aparentemente, Jack White, é o possuidor do único exemplar sobrevivente em estado funcional, utilizado para a gravação de A Letter Home. Exactamente o mesmo Neil Young, paladino da luta contra a perda de qualidade do som digital que se propõe combater com o lançamento em Outubro do Pono, um serviço de dowloads em 24-bit 192kHz. Contradição? Nada disso. Em ambos os casos, o que o motiva é a demanda de uma certa pureza e autenticidade primordiais (porventura, apenas imaginárias) que, em A Letter Home, assume a forma de “art project”: menos uma colecção de versões musicalmente rudimentares – com todas as falhas preservadas – de canções de Dylan, Phil Ochs, Tim Hardin, Bert Jansch, Gordon Lightfoot, Willie Nelson ou Springsteen do que uma recuperação de memórias (interpoladas com mensagens dirigidas à mãe, Edna, morta em 1990), bloco de notas de uma viagem no tempo ou uma espécie de adenda contemporânea à Anthology Of American Folk Music, de Harry Smith. 

17 June 2014

"A função que o humor deve ter na sociedade"?... É assim uma espécie de obrigação? (grupo IV, pag. 11)
VINTAGE (CCXVII)

Milton Nascimento - "Aqui É O País do Futebol"



No fundo desse país 
ao longo das avenidas 
nos campos de terra e grama 
Brasil só é futebol 
nesses noventa minutos 
de emoção e alegria 
esqueço a casa e o trabalho 
a vida fica lá fora 
dinheiro fica lá fora 
a cama fica lá fora 
a mesa fica lá fora 
salário fica lá fora 
a fome fica lá fora 
a comida fica lá fora 
a vida fica lá fora 
e tudo fica lá fora
Não vale virem, agora, dizer que os alemães são isto e aquilo porque, por cá, o nosso rico menino (e, com ele, a PÁTRIA!) não foi menos injuriado!

"Ronaldo hoje somos NÓS que temos a musculatura de vencedores!"

"Ronaldo, hoje rapámos-te!"
O PENSAMENTO FILOSÓFICO PORTUGUÊS (CXXII) 

José Luís Peixoto 
(acrescentando ao rico CV de redactor de guias turísticos
valência de comentador desportivo "new age")

Alinhando os chakras e fazendo o vazio interior

Portanto... fazendo umas continhas rápidas: 1609

14 June 2014

O tribunal agravou a multa porque há gente muito importante e muito séria que não tolera que se diga mal de pessoas inocentes
STREET ART, GRAFFITI & ETC (CXXXIII)

Lisboa, Portugal, 2014 
(Klirt, Kruella d’Enfer, Mozaik, 
Regg, Tamara Alves e José Carvalho 2)




"(...) Como é que se desembrulha uma situação como esta? Não há milagres, até porque o material tem sempre razão e o material é mau e não vai deixar de ser mau mesmo depois das eleições. E eleições são a única coisa que pode fazer entrar algum ar fresco no quarto miasmático em que estamos enfiados. (...) É para que a vida, mesmo não sendo a ideal, possa pelo menos ser mais sensata, equilibrada e melhor do que é hoje, que é preciso correr o risco de antecipar as eleições, num tempo bem escolhido, razoável e o mais depressa possível, ou seja, é preciso fazer alguma coisa para desbloquear este enorme pântano em que vivemos. Tem riscos? Tem todos os riscos. Mas ficar assim é pior" (JPP)

13 June 2014

Neil Young - Rock In Rio 2008

Tó vs Tó (continuação do episódio anterior

Tó, méne, axandra-te... tás kuma moka do camano, Tó... méne, Tó, pareces um baita dog marado... iá, Tó, mas tou com bué avanço, tázaver...
Uiiiiiiiiiii... "com Jorge Lacão a liderar o grupo"!...
Ooooh... que peninha, um escritor tão bonzinho de guias turísticos...
 
De uma vez por todas: foi aquela senhora ou não?
Realmente, é uma crueldade bárbara exigir aos infantes "vários raciocínios", até porque o que interessa é "melhorar as aprendizagens dos alunos"; se nos exames não se der muito por isso (no fundo, mero detalhe: "a prestação dos alunos foi causa residual nos resultados"), é acabar com os exames e pronto!

12 June 2014

É um insulto à honra da pátria pôr o gajo da selecção zombie, lá atrás, a sodomizar o nosso querido menino

Mas qual é o escândalo? O homem é um legítimo representante dos mais profundos valores da Vaticano S.A.

Sabina - "The Sun"

SUJO OU LIMPO?



O Voice-O-Graph assemelhava-se bastante a uma cabine telefónica das antigas. Como anunciava a International Mutoscope Reel Co., de Long Island, Nova Iorque, em 1957, “basta entrar, pegar no microfone, inserir 25 cêntimos, esperar pelo sinal luminoso e ditar uma carta, cantar uma canção ou gravar os parabéns pelo aniversário”. Concluído este processo, a máquina, qual Photomaton, cuspia um vinil de 45 ou 78 rotações o qual, entre outras utilidades, permitiria confirmar que “Há um pequeno Bing Crosby ou John Barrymore dentro de todos nós!” Popularizado dos anos 40 até ao final dos 60 do século passado quando o surgimento das cassetes de fita magnética lhe ditou o final do prazo de validade, o único Voice-O-Graph actualmente em funcionamento encontra-se nas instalações da Third Man Records, de Jack White, em Nashville, Tennessee. Foi, precisamente, nesse exemplar da arqueologia fonográfica que Neil Young optou por registar o seu último álbum, A Letter Home, uma colecção de versões acústicas para temas de Phil Ochs, Dylan, Tim Hardin, Everly Brothers e diversos outros, obviamente, em mono, e fazendo gala do primitivismo tecnológico assim recuperado.


A singularidade do objecto será ainda mais acentuada se nos recordarmos como, uma das últimas tábuas de salvação de que, no naufrágio destes anos, a indústria discográfica se tem socorrido é a múltipla reedição de obras sucessivamente remasterizadas e higienicamente expurgadas de todas as impurezas e imperfeições sonoras de origem. Caso mais recente: Skylarking, álbum de 1986, dos XTC. Já por diversas vezes submetido a operações de limpeza, foi apenas em 2010, por ocasião da sua (re)conversão para vinil, que, numa das obras maiores da banda de Andy Partridge – fruto improvavelmente milagroso do épico confronto entre este o produtor Todd Rundgren –, se diagnosticou uma falha imperdoável: o disco padecia de “polaridade invertida” (não façam perguntas, por favor). Entregue aos bons cuidados do mago John Dent que tratou de reparar tão indesculpável mácula, ei-lo, agora, por fim, em formato CD, com a censurada capa original das pudendas salpicadas de malmequeres e a portentosa invectiva ateia, "Dear God", que a edição americana excluíra. É provável que só os fãs com ouvidos de mocho se apercebam da diferença. Mas todos os pretextos são bons para voltar a escutar esta extraordinária "life in a day" da melhor colheita pop de 80.

10 June 2014

Eu não dizia? Ora cá está!

Da nova colecção de postais de S. Valentim do INE/Min. das Finanças
Acrescente-se, pois, à terminologia da "ciência" política o "reaccionarismo vagal" *, termo médico correspondente a fraqueza


* cujo quadro sintomatológico, frequentemente, remete para atitudes como "os seguranças (...) mandaram mesmo apagar as fotografias a alguns fotógrafos que estavam no local"

Edit: mas, claro, num discurso que alguém lhe terá escrito (porque é que nunca há quem se lembre de, por exemplo, pedir ao marido da poetisa Silva para - sem cábula nem assessor à vista - dar dois ou três exemplos da "inovação artística e cultural" que antecedeu a I Guerra Mundial?...), em plena crisezinha, o que é preciso são recursos para os Dauerling...

08 June 2014

A JOKE A DAY KEEPS THE DOCTOR AWAY (IX)

("DN")
STREET ART, GRAFFITI & ETC (CXXXII)

Lisboa, Portugal, 2014 
(Klirt, Kruella d’Enfer, Mozaik, 
Regg, Tamara Alves e José Carvalho 1)